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Notícias -Jan 23, 2026

Delivery express: como melhorar a eficiência na última milha

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Quando um cliente finaliza uma compra online, ele já começa a contar as horas até o produto chegar. E nessa corrida contra o relógio, delivery express é o padrão esperado por consumidores brasileiros cada vez mais exigentes.

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Delivery express: como melhorar a eficiência na última milha

Seja para e-commerce, varejo omnichannel, farmácias, food service ou entregas B2B urgentes, a demanda é clara: rapidez, previsibilidade e rastreabilidade, tudo ao mesmo tempo.

Com prazos cada vez mais curtos e maior volume de pedidos, a última milha virou o ponto mais desafiador da operação: é onde acontecem os atrasos, as reentregas, o aumento de custos e a pressão por manter a experiência do cliente impecável.

Para donos de frota e transportadores, melhorar a eficiência nesse cenário não significa apenas “fazer mais entregas em menos tempo”, mas sim adotar processos e tecnologias que reduzam desperdícios, melhorem o controle da operação e tornem as rotas mais inteligentes.

O desafio é que a última milha é justamente o trecho mais complexo da logística. E no Brasil, a demanda só aumenta: segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce brasileiro faturou R$ 204,3 bilhões em 2024, com projeção de R$ 234,9 bilhões em 2025. Isso significa mais pedidos, mais rotas e mais pressão por prazos curtos.

O que é delivery express?

O delivery express é um modelo de entrega focado em prazos curtos e alta previsibilidade, no qual o pedido precisa sair rápido do ponto de origem e chegar ao destino em poucas horas ou dentro de uma janela muito reduzida. 

Diferente da entrega tradicional, ele exige uma operação mais ágil e sincronizada, porque cada minuto conta: a separação do pedido, o despacho, a definição da rota e a execução precisam acontecer sem gargalos. 

Além disso, o delivery express normalmente envolve maior controle e visibilidade em tempo real, já que atrasos e falhas têm impacto imediato na experiência do cliente, podendo gerar cancelamentos, reentregas e aumento de custos. 

Por isso, ele depende de processos bem definidos, comunicação eficiente com o destinatário e uso de tecnologia para planejar rotas com inteligência, reagir a imprevistos e manter o nível de serviço alto mesmo com trânsito, restrições urbanas e variações de demanda.

Em resumo: delivery express não é só velocidade. É confiabilidade operacional sob alta pressão.

Por que a última milha vira gargalo no delivery express?

A última milha mistura variáveis difíceis de controlar:

  • Trânsito e obras

  • Endereços incompletos

  • Cliente ausente

  • Restrições de circulação em áreas urbanas

  • Paradas curtas e muitas entregas fracionadas

  • Reentregas e tentativas múltiplas

E existe um ponto que poucos calculam bem: o custo da última milha pode representar até 53% do custo total de uma entrega em diversas operações logísticas, segundo dados e análises sobre eficiência na distribuição urbana publicados pelo World Economic Forum (WEF).

Se a operação não for desenhada com eficiência, o express “explode” custos, especialmente combustível, horas extras e reentregas.

Pequenas melhorias de rota, ocupação de veículos e taxa de sucesso de entrega têm impacto direto em lucro e competitividade.

Principais indicadores para medir eficiência no delivery express

Antes de melhorar, é essencial medir. Para donos de frota e transportadores, estes KPIs são os que mais “mexem no ponteiro”:

  • OTIF (On Time In Full): Percentual de entregas no prazo e completas. No express, OTIF baixo gera reembolsos e perda de contrato.

  • Entregas por hora (ou por motorista/rota): Mostra produtividade real. Se cair, geralmente é rota mal planejada, janelas ruins ou excesso de tentativa.

  • First Attempt Delivery Rate: Taxa de sucesso na primeira tentativa. Melhorar isso reduz reentrega, custo e desgaste com o cliente.

  • Custo por entrega (CPD): Inclui combustível, pedágios, mão de obra, manutenção, reentrega e devoluções.

  • Tempo de parada (stop time): Muitos ignoram, mas é aqui que o express “morre”: 3 minutos viram 8, que viram 12… e a rota estoura.

Como melhorar a eficiência no delivery express (sem perder qualidade)

A seguir, as estratégias mais aplicáveis para ganhar eficiência já nas próximas semanas.

1) Roteirização inteligente: o coração do delivery express

No delivery express, a rota “perfeita no papel” pode ficar inviável em 30 minutos. 

Por isso, a roteirização precisa ser:

  • Automática

  • Atualizada com restrições reais

  • Capaz de reagir a eventos (trânsito, atrasos, novas entregas)

O que uma boa roteirização deve considerar

  • Janelas de entrega (time windows)

  • Prioridades (express vs padrão)

  • Capacidade do veículo (peso/volume)

  • Tempo de serviço por parada

  • Trânsito por horário (picos)

  • Regras por região (restrições de circulação)

Dica prática: Se sua operação ainda roteiriza “na mão” (Excel + experiência do operador), você está deixando dinheiro na mesa, principalmente no express.

Soluções como a SimpliRoute aplicam tecnologia de roteirização com foco em eficiência operacional, ajudando a planejar rotas com restrições reais, acompanhar entregas em tempo real e ajustar a operação quando surgem imprevistos, algo essencial para delivery express em cidades com tráfego variado.

Para entender melhor como estruturar rotas mais rápidas e consistentes, vale conferir este guia sobre roteirização de última milha.

2) Despacho em ondas e janelas realistas

Muitas operações falham não na rua, mas antes do motorista sair.

3 erros comuns no express:

  • Liberar todos os pedidos “de uma vez”

  • Colocar janelas agressivas demais (promessa impossível)

  • Misturar express e padrão na mesma lógica de rota

O que funciona melhor:

  • Despacho em ondas: ex.: 10h / 12h / 14h / 16h

  • Zonas com corte: pedido até 11h entrega até 15h (por bairro)

  • Capacidade clara por hora: quantos stops/hora por perfil de região

Assim, você reduz gargalo de expedição e melhora previsibilidade.

3) Reduza falhas de primeira tentativa (o “vilão” escondido)

No express, uma entrega perdida geralmente custa mais do que a entrega em si.

Como aumentar a taxa de sucesso na primeira tentativa:

  • Confirmação automática de endereço (validação)

  • Comunicação proativa (SMS/WhatsApp com ETA)

  • Prova de entrega digital (foto/assinatura)

  • Botão de “cliente ausente” com regra clara (ex.: esperar 3 min)

  • Regras de reprogramação rápidas (sem burocracia)

Dado útil: um dos maiores fatores de insatisfação em compras online é atraso na entrega e falta de informação de rastreio, o que mostra como visibilidade e comunicação são decisivos.

4) Use rastreamento em tempo real para agir, não só “mostrar no mapa”

Rastreamento não serve apenas para o cliente “ver a van”. Serve para a operação corrigir rota antes do problema virar atraso.

O que monitorar em tempo real:

  • Atraso acumulado por rota

  • Motorista parado além do normal

  • Mudança de sequência (desvio)

  • Falha de entrega (motivo)

  • Reentregas disparando em uma região

Quando a equipe consegue agir rápido (remanejando paradas, alterando rota ou redespachando), o OTIF sobe sem precisar aumentar frota.

Além de dar visibilidade ao cliente, o acompanhamento em tempo real permite agir rápido quando algo sai do planejado. Veja mais sobre a importância do rastreio last mile na logística moderna.

5) Padronize tempo de parada e processo de entrega

No delivery express, o tempo de parada é ouro.

Crie um “playbook” simples para motoristas:

  • Como estacionar com segurança e agilidade

  • Como abordar o cliente (script rápido)

  • Como registrar entrega (1 fluxo padrão)

  • O que fazer em caso de endereço errado

  • Como registrar ocorrência (com foto e motivo)

Ações que mais reduzem tempo por stop:

  • Conferência antes de sair (evita retorno)

  • Separação por sequência de entrega

  • Etiquetas visíveis (nome/bairro)

  • App de prova de entrega com poucos cliques

Para evoluir o controle do dia a dia e reduzir falhas operacionais, este conteúdo sobre gestão de entregas traz boas práticas úteis para transportadoras e frotas.

6) Planejamento de capacidade: express não é “apertar” o padrão

Muita operação tenta fazer express “cabendo” dentro da frota atual. Funciona no começo… até virar incêndio diário.

Como planejar capacidade de verdade:

  • Defina capacidade por região (urbana densa vs dispersa)

  • Separe “express crítico” de “express flexível”

  • Tenha frota dedicada nos horários de pico

  • Use backups sob demanda (parceiros) com regra clara

7) Microhubs e pontos de retirada (quando faz sentido)

Nem todo express precisa ser porta a porta.

Modelos como lockers, pontos de retirada e “out of home delivery” tendem a reduzir tentativas e melhorar custos, especialmente em áreas de difícil acesso.

Se a sua operação tem muito prédio sem portaria, zona com restrição ou cliente ausente com frequência, vale testar.

8) AI e analytics: como sair do modo “apagar incêndio”

Um salto real de eficiência acontece quando a operação passa a prever problemas antes que eles apareçam.

Onde a IA ajuda no delivery express:

  • Previsão de demanda por horário/região

  • Estimativa de tempo de chegada (ETA) mais precisa

  • Detecção de risco de atraso por rota

  • Balanceamento automático entre motoristas

  • Sugestão de replanejamento com base no cenário real

Essa combinação (roteirização + rastreio + decisões baseadas em dados) é o que separa operações “rápidas” de operações rápidas e lucrativas.

Para sair do modo “apagar incêndio” e ter mais controle sobre a operação, vale conhecer o Otimizador de Rotas da SimpliRoute, que utiliza tecnologia e inteligência artificial para ajudar na roteirização, reduzir quilômetros rodados e melhorar a eficiência das entregas na última milha.

Perguntas frequentes sobre delivery express

Delivery express é a mesma coisa que entrega no mesmo dia?

Nem sempre. Delivery express geralmente envolve prazo curto (horas) e alta previsibilidade. “Same-day” pode ser no mesmo dia, mas com janelas mais amplas.

O que mais impacta o custo no delivery express?

Normalmente reentregas, rotas mal planejadas, baixa densidade por rota, tempo de parada alto, combustível + improdutividade no trânsito.

Como melhorar o delivery express sem aumentar a frota?

O caminho mais consistente é melhor roteirização, reduzir falhas de primeira tentativa, padronizar processo de entrega, usar tecnologia de monitoramento e replanejamento em tempo real.

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