Notícias -Jan 23, 2026
Tipos de vias: guia rápido para planejar rotas mais eficientes

SimpliRoute
Logística
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Distribuição
Quando se fala em logística, conhecer os tipos de vias é quase tão importante quanto ter bons motoristas e uma frota em dia. Afinal, a mesma entrega pode levar 40 minutos ou 2 horas dependendo do caminho, e isso afeta combustível, produtividade, atrasos, risco de acidentes e até a satisfação do cliente.
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Na logística, nem toda rua, avenida ou rodovia se comporta da mesma forma, e escolher o caminho “mais curto” nem sempre significa escolher o mais eficiente.
No contexto em que o transporte rodoviário se mantém como principal meio para movimentar mercadorias no Brasil e em grande parte da América Latina, dominar esse conhecimento e aliá‑lo a tecnologias de roteirização e inteligência artificial deixa de ser um diferencial e passa a ser requisito básico de competitividade.
Por que entender os tipos de vias muda o jogo na roteirização?
Na prática, o tipo de via influencia diretamente:
Velocidade média real (não só o limite da placa)
Consumo de combustível (sobe muito em paradas e retomadas)
Risco de multa (zonas de restrição de circulação, rodízio, carga/descarga)
Pedágios e custo por km
Tempo de serviço (manobras, espera, janelas de entrega)
Segurança (trechos críticos, sinistros, condições de pavimento)
E aqui vai um dado que explica por que isso é tão relevante no Brasil: apenas 12,3% da extensão rodoviária nacional é pavimentada, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Mesmo assim, as rodovias seguem sendo a base do transporte de cargas no país, o que aumenta a importância de planejar bem cada rota.
Tipos de vias: o que são e como classificá-las
Existem várias formas de classificar tipos de vias, mas para operações de frota e transportadoras, as mais úteis são:
Por função e fluxo (urbana): expressa, arterial, coletora, local
Por jurisdição (rodoviária): federal, estadual, municipal
Por estrutura: pista simples, duplicada, com/sem acostamento
Por acesso e controle: via de acesso controlado, via de serviço, etc.
Por restrições operacionais: pedágio, restrição urbana, altura/peso, risco
A seguir, você verá cada uma com exemplos e como usar isso no planejamento.
Tipos de vias urbanas (e como elas afetam entregas)
Via expressa (ou via de trânsito rápido)
São vias de alta fluidez, com poucos semáforos e acessos limitados. Exemplos comuns: marginais, linhas vermelhas/azuis (em grandes capitais), anéis viários.
Vantagens para logística
Melhor para atravessar a cidade com menos paradas
Reduz tempo de deslocamento e variação do ETA
Pontos de atenção
Horários de pico derrubam a vantagem
Acessos nem sempre estão perto do cliente final
Melhor uso
“Troncos” entre regiões e ligação com rodovias.
Via arterial
São avenidas e eixos principais que conectam bairros e regiões, geralmente com semáforos e alto volume de tráfego.
Vantagens
Boa capilaridade e muitas conexões
Riscos
Perda de tempo com semáforos e conversões
Muitas vezes é onde aparecem restrições de caminhões e horários de carga/descarga
Melhor uso
Para chegar mais próximo do destino final, após sair de uma via expressa.
Via coletora
Faz ligação entre as vias arteriais e as vias locais (ruas menores).
Vantagens
Ajuda na última aproximação do ponto de entrega
Atenção
Pode ter lombadas, áreas escolares e velocidade baixa
Maior chance de paradas indevidas e conflito com pedestres
Via local
Ruas residenciais e de baixa velocidade, com prioridade para acesso aos imóveis.
Vantagens
Essenciais para a última milha
Atenção total
Dificuldade para manobra
Estacionamento irregular e ruas estreitas
Pode exigir veículo menor (VUC, van)
Dica rápida para frota: em centros urbanos, o maior gargalo não é a distância, e sim a quantidade de paradas. Então, reduzir cruzamentos e semáforos pode economizar mais do que “cortar caminho”.
Tipos de vias rodoviárias (essenciais para rotas entre cidades)
Rodovias federais (BR)
Ligam estados e regiões, e costumam concentrar o transporte de longa distância.
Impacto operacional
Fluxo intenso de caminhões
Trechos duplicados e trechos críticos variam muito
Muitos custos com pedágio e paradas obrigatórias
Um dado relevante para segurança: em 2024, as rodovias federais registraram 73.156 sinistros, com 6160 mortes e 84.526 feridos, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Rodovias estaduais (SP, MG, PR etc.)
Conectam municípios dentro de um estado e podem ter excelente qualidade (ou manutenção irregular, dependendo da gestão).
Quando elas ajudam
Como alternativa para fugir de congestionamentos em rodovias federais (BR)
Para rotas regionais com mais pontos de entrega
Estradas municipais e vicinais
Normalmente conectam áreas rurais, fazendas, polos produtivos e pequenas cidades.
Pontos de atenção
Maior risco de trechos sem pavimentação
Sinalização e iluminação podem ser limitadas
Melhor uso
Operações agro, distribuição regional e capilaridade.
Tipos de vias por estrutura física (e o custo escondido nisso)
Pista simples
Uma faixa por sentido (ou até sem separação adequada).
Como impacta
Ultrapassagens perigosas
Menor velocidade média
Mais risco em horários noturnos e chuva
Pista duplicada
Duas ou mais faixas por sentido, geralmente com separação central.
Benefícios
Mais estabilidade de tempo
Menos risco nas ultrapassagens
Melhor para SLAs apertados
Trechos com ou sem acostamento
Pode parecer detalhe, mas acostamento reduz risco e melhora a gestão de imprevistos (pane, pneu, fiscalização).
Tipos de vias por controle de acesso
Via de acesso controlado
Entradas e saídas bem definidas (ex.: trechos expressos e rodovias com poucos acessos diretos).
Por que importa
Menos interferência (pedestres, cruzamentos)
ETA mais previsível
Via de serviço
Via paralela usada para acesso local e comércio, muito comum em grandes avenidas e rodovias urbanizadas.
Ponto crítico
O GPS pode “errar” a entrada e gerar retorno ou manobra longa
Isso custa tempo e aumenta atraso na última milha.
Tipos de vias com restrições (onde a rota “bonita” vira prejuízo)
Aqui estão os pontos que mais derrubam performance quando não entram no planejamento:
Áreas com restrição a caminhões (ZMs, rodízio e horários)
Alguns centros urbanos têm proibições por horário, tipo de veículo e eixo.
Em operações com janela curta, errar isso significa atraso + reentrega + custo extra.
Pedágios
Às vezes, o caminho mais rápido é também o mais caro.
O ideal é planejar por custo total, considerando: combustível, tempo, pedágio, risco e produtividade do veículo.
Limites de altura e peso (pontes, túneis e vias estreitas)
Principalmente para:
Baú alto
Carretas
Carga excedente
Zonas de risco e trechos críticos
Mesmo que um trecho seja mais curto, ele pode ser menos seguro ou mais sujeito a sinistros, e isso pesa no custo real da operação.
Como escolher o melhor caminho usando os tipos de vias
1) Separe sua rota em 3 camadas
Uma forma eficiente de planejar:
Camada 1 (rápida): rodovias e vias expressas
Camada 2 (conexão): arteriais e coletoras
Camada 3 (última milha): vias locais e vias de serviço
Isso evita que um motorista “corte por dentro” e caia em ruas lentas demais com veículo pesado.
2) Ajuste a rota ao perfil do veículo e da carga
Exemplos:
Carga frágil → evitar vias locais com lombadas
Veículo grande → evitar vias estreitas e retornos curtos
Perecíveis → priorizar vias com ETA mais estável (menos variação)
3) Use a métrica certa: “tempo real” > “distância”
Em cidade grande, 2 km podem demorar mais do que 8 km.
O que manda é:
semáforos
retorno
tempo de espera para estacionar
tempo de descarga
Como a tecnologia lê os tipos de vias
Mesmo entendendo os tipos de vias, fazer isso “no braço” não escala quando você tem:
dezenas de veículos
centenas de entregas
janelas diferentes
múltiplas regiões
variação de trânsito em tempo real
Sistemas modernos de gestão de frotas e roteirização usam mapas digitais que já classificam as vias e atribuem pesos diferentes a cada tipo.
Isso permite que o algoritmo não escolha apenas o caminho mais curto, mas a rota com melhor equilíbrio entre distância, tempo, custo e risco.
Entre as variáveis normalmente consideradas:
Tipo de via (rápida, arterial, coletora, local, rodovia, estrada) e qualidade da pavimentação.
Restrições de acesso, horários, perímetros urbanos e históricos de trânsito.
O papel da IA na roteirização
Com inteligência artificial, essa leitura dos tipos de vias deixa de ser estática e passa a ser dinâmica, aprendendo com cada rota executada.
A IA cruza informações como atrasos recorrentes em certas vias arteriais, riscos em determinadas rodovias ou impacto de obras e clima para ajustar automaticamente o peso dado a cada via.
Na prática, isso significa:
Evitar vias que “parecem boas” no mapa, mas são problemáticas na operação real.
Priorizar combinações de vias que historicamente geram entregas mais pontuais e econômicas.
Em vez de pensar apenas “qual caminho é o menor”, a IA ajuda a decidir qual caminho dá mais entregas no mesmo tempo, com menos custo e mais controle.
Como a SimpliRoute usa tipos de vias a seu favor
A SimpliRoute é referência em tecnologia de roteirização com uso intensivo de IA na América Latina, atendendo mais de 1000 clientes em 26 países.
A plataforma conta com agentes de IA que atuam de forma autônoma, ajustando rotas em tempo real com base em tipo de via, trânsito, clima e comportamento dos motoristas.
Alguns exemplos de como isso beneficia a sua frota:
Routing Agent: escolhe rotas inteligentes considerando a hierarquia viária, evitando estradas críticas ou vias urbanas supercongestionadas sempre que possível.
Route Safety Agent: monitora desvios inesperados, paradas fora de padrão e trechos mais arriscados, ajudando a proteger motoristas e carga.
Com a SimpliRoute, sua operação deixa de depender apenas da experiência individual do roteirista e passa a contar com uma camada de inteligência contínua que aprende com os dados da própria frota.
Dado curioso: a logística na América Latina é altamente rodoviária. Em muitos países da região, o transporte de cargas por rodovias representa cerca de 70% do total, segundo análise do Programa De Las Naciones Unidas Para El Desarrollo (PNUD).
Isso reforça a importância de dominar os tipos de vias e trabalhar com roteirização inteligente, porque, quando tudo depende da estrada, o detalhe vira vantagem competitiva.

